2017-10-24

Em nome do amor….vamo-nos despir!

Muitas vezes me dizem sentir algum desconforto nas minhas consultas, formações e até em conversas pessoais, por se “sentirem despidos”!

Para o meu Ser, a distância mais curta entre dois pontos é uma linha recta, e como gestora de formação e de vários anos de profissão, a eficiência e a eficácia são conceitos que me acompanham, para quê perder tempo? Vamos então directos ao assunto!

Tiremos a roupa e mostremos o que realmente Somos despidos de máscaras e “pre-conceitos”.

E eu pergunto ao leitor:

Qual é o mal de nos despirmos?

Qual é o mal de mostrar a pele com que viemos ao mundo e que o rumo natural do nosso crescimento em nós desenvolveu, o que no nosso corpo e no nosso ser cresceu?

Qual é o mal de mostrarmos a celulite das pernas se gostamos de usar calções, ou usar saias curtas porque “já não temos idadade para isso”?

Qual é o mal de rirmos sonoramente duma piada num jantar formal? Que pode contagiar todo o grupo e salvar a noite do típico tédio de tantos eventos…

Qual é o mal de sentirmos atracção por um amigo de longa data que sempre vimos como um “irmão” mas que agora nos fez sentir aquele arrepio delicioso do desejo? Mesmo sabendo que o desejo é muitas vezes o mesmo que comer açúcar branco

Ah, e qual é o mal de colocar um pouco de açúcar no café só porque agora é moda não o fazer?

Qual é o mal de gostarmos de sexo? Mesmo estando conscientes que este não pode ser uma necessidade…

Qual é o mal de continuar a fazer a sopa numa panela quando todos usam a Bimby? Mesmo fazendo grandes quantidades e congelando por falta de paciência para ir muitas vezes ao mercado biológico…

Qual é o mal de assumir que não se gosta de dormir acompanhado? Mesmo que se ame a pessoa e que ela nem sequer ressone…

Qual é o mal de assumir que amamos várias pessoas, como escreveu o Gabriel Garcia Marques, quando disse “O meu coração é como uma pensão de putas, tem muitos quartos”? Porque o nosso coração é gigante e pode amar tantos seres e de tantas formas e não conhece o conceito de contrato de exclusividadee também não tem contrato de permanência com nenhuma operadora e continua a comunicar nas frequências e vibrações de forma livre para todas as redes e sem limite nas comunicações…

Qual é o mal de dizermos que não gostamos da nossa mãe ou pai? Mesmo que os amemos, respeitemos e tenhamos gratidão pela vida que nos deu, mas de quem cujas personalidades não gostamos…

Qual é o mal de dizermos que ainda amamos o nosso ex-marido? Mesmo sabendo que a nossa caminhada juntos treminou…

Qual é o mal de dizermos que não gostamos do Natal? Mesmo que admiremos Jesus!

Qual é o mal de admitirmos que gostamos de gastar dinheiro? Mesmo com todo o respeito por esta energia…

Qual é o mal de assumirmos que precisamos de férias dos nossos filhos? Mesmo que os amemos profundamente…

Poderia continuar a despir-me, mas sinto que já estou nua o suficiente para vos passar a mensagem principal que é algo de muito profundo:

A importância de nos tornarmos flores!

Sim, isso mesmo… é necessário despirmo-nos para sermos flores!

Uma semente para se tornar planta tem de se abrir, tem de se despir e para isto é preciso força, coragem.

E uma planta só se torna flor quando há amor, ou seja, a manifestação da existência que a natureza sabiamente conhece.

Assim, não nos limitemos a ser uma semente mas sim a ter coragem de deixar de lado tudo o que dá aparente segurança, conforto, e não termos medo de nos colocarmos expostos, vulneravéis às intemperies.

E aceitemos que todos somos flores diferentes e todas belas na sua existência…

“…sementes de tulipas darão sempre tulipas.. por mais que queiram, jamais serão transformadas em rosas ou girassóis.. Enquanto crescem, as flores mostram a sua beleza e são apreciadas, em seguida morrem e deixam as suas sementes para que outros continuem o trabalho de Deus”.

5 Comments on Em nome do amor….vamo-nos despir!

  1. Contigo aprendi a ser e a amar, pelo que estar despido se tornou uma existência e amar incondicionalmente uma porta que se abriu. Love you

  2. Sábia, profunda, sensível…
    Sem dúvida uma fonte de inspiração!
    Bjinho
    Jorge

  3. Que belo conceito, esse do despir…
    É isso mesmo, cada vez mais o tempo urge, para nos despirmos e sermos o que realmente viemos para ser.
    É preciso coragem e bora para a frente, uma peça de cada vez…,mas no final o nu, é maravilhoso.
    Grata Dra. Idalina Fernandes

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