2017-10-24

Rui Rio, a partir de hoje seremos todos “São Tomé”!

Rui Pedro Gonçalves

Os resultados eleitorais deste domingo revelaram-se, para o PSD, uma grande e penosa derrota. Apesar de Passos Coelho a assumir como sua, enquanto líder do partido, certo é que, o grande responsável está na Coordenação Autárquica, liderada por Carlos Carreiras, que não foi capaz de definir uma estratégia que fosse vencedora.

Nos últimos meses, alguns arautos da desgraça, oriundos do seio da oposição da atual liderança nacional, vinham a alertar para a hecatombe eleitoral, pedindo a cabeça de Passos.

 Ora, nesta noite de inferno e de facas longas, Passos Coelho não se demite e entra em reflexão, deixando, certamente, para o Conselho Nacional o reafirmar da sua candidatura, às próximas eleições internas.

Dos putativos sucessores a Passos Coelho, muitas especulações têm vindo a lume desde Pedro Duarte a José Eduardo Martins.

Pela experiência e tática política que possuem, nunca serão, nesta fase, candidatos a coisa nenhuma. Pois, se nada de extraordinário ocorrer nos próximos dois anos, a vitória de Costa, nas Legislativas de 2019 é já um dado quase seguro e, por tal, é preferível Passos aguentar o barco com mais uma derrota para a seguir emergirem,  aproveitando o desgaste natural que um governo de longa duração governativo do PS.

Luís Montenegro ficará em “banho-maria”, não avançara por vontade própria, aguardará que Passos lhe estenda a passadeira vermelha, caso, este, decida, afinal, não avançar.

 Por último, temos ainda o tão falado Rui Rio, que andou a calcorrear o país a colher apoios das estruturas partidárias.

No entanto, e desde que saiu da presidência da Câmara do Porto tem assumido uma postura, em relação ao PSD, que em muito se assemelha aquela música dos Deolinda – Movimento Perpétuo Socorro -. Ou, daquela personagem que, todas as semanas sonha em ganhar o primeiro prémio do euromilhões mas que, semanalmente, encontra um argumento para não registar o boletim. No caso de Rui Rio, sendo ele um “poupadinho” e de poucos riscos, bem se lhe pode aplicar esta metáfora. Com uma enorme vontade em querer ganhar o euromilhões, mas como não tem a certeza e não está seguro de quais vão ser os números dourados, prefere não arriscar e guarda o dinheiro da aposta, para a semana seguinte.

As suas ameaças de assalto ao poder, têm sido  acompanhadas de recuos ou hesitações, como foi disso exemplo aquando da escolha do candidato à Presidência da República que, por causa da hesitação, foi ultrapassado por Marcelo Rebelo de Sousa, ficando a ver passar navios”.

Mas será que vamos assistir a uma mudança de música e ver Rio a cantarolar o “Seja Agora”, também dos Deolinda?

A partir de hoje, seremos todos São Tomé: teremos que ver para crer

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