2017-10-24

Como acelerar a expansão da consciência?

Quando digo acelerar a expansão da consciência refiro-me a acelerar em relação ao estado atual, e certamente só será do interesse de quem pretende expandir, crescer, aprender, experimentar, conhecer mais de si, do mundo, da vida e das suas infinitas possibilidades. Viver, ser e estar na melhor versão de si mesmo, emanar o melhor que poderemos ser e dar.

É importante mencionar que, mesmo quando estamos mais “desligados” deste propósito, continuamos em expansão, embora num ritmo diferente e com menos capacidade de conduzir, neste rio/fluxo que é a expansão do todo/absoluto.

Efetivamente, expandir a consciência, ou por outras palavras, evoluir muito em pouco tempo, é uma arte. Uma arte de escolhas. As melhores escolhas. E aqui não há ninguém que nos possa orientar melhor que a nossa própria verdade interior. Muitos mestres e sábios ao longo dos tempos procuraram conduzir os seus discípulos a seguir o seu próprio caminho e aprender com ele. Assim, o caminho torna-se o verdadeiro mestre.

Antes de mais, considero fundamental criar, com intensidade,  foco nessa intenção, durante um longo tempo. Focar a intenção de expandir mais, sem dispersar, sem desvios, sem perder foco/tempo. Se o fizermos durante apenas alguns minutos o resultado será completamente diferente do que se o fizermos várias vezes ao logo do dia. Assim, a alavanca essencial para o arranque desta mudança é: decidir, focar e criar a intenção certa.

O passo seguinte passa por identificar qual a verdade para nós, o que realmente reverbera cá dentro, qual a vontade do nosso ser mais puro, a essência da nossa essência, a vibração base que vem da nossa consciência e faz a alma sorrir e o coração cantar.

E dessa essência/ser/”self”/eu superior, que vibra numa específica frequência, vem a nossa verdade. Aquilo que sentimos ser a nossa natureza, a nossa impressão latente, a nossa unicidade, que se manifesta intuicional, mental, emocional e fisicamente como uma ação que se expressa na nossa forma única aparente.

Pelas conversas que tenho com alguns alunos e amigos, percebo que é aqui que muita gente começa a criar um loop, ou ciclo vicioso, que faz com que quase nada mude. Que faz com que nos sintamos na, chamada, “roda dos ratos”. Aquela roda que nos faz crer que estamos a andar muito, mas pouco ou nada muda. Ou ter aquela sensação de remar contra a maré, onde ficamos exaustos e continuamos no mesmo sítio.

Sair desse loop é deixar de nos orientarmos pelas coisas que vem de fora, pelas opiniões alheias, pelo que os outros pensam, pelos comentários e olhares que nos fazem, pelos ideais dos grupos aos quais gostamos de pertencer, suas linhas orientadoras, etc.. Deixar que nada do que vem de fora crie dúvidas do que somos, sentimos, ou onde queremos ir. Sermos confiantes de que se estivermos em coerência com a nossa própria verdade, a perfeição da existência também em nós se manifestará. Porque não haveria de se manifestar? Só se essa for a nossa escolha…

Começarmos a aperceber-nos da nossa verdade interior, aceitá-la e segui-la. E embora possa parecer uma atitude egoísta de se ter, não é, pois aquilo que nos une vem do nosso ser mais profundo, vem da essência, vem do nosso íntimo. E isto é algo que só nos apercebemos, quando aprendemos que só poderemos dar aquilo que somos. Só é possível partilhar aquilo que temos. (Se vivemos em 50% de estado de amor incondicional, não seremos capazes de dar 100% de amor incondicional a alguém. Aliás, na nossa perspectiva acharemos que estamos a dar 100%, mas como só somos 50% de amor, esses 100% são, na verdade, 50%.)

Perceber que todas as circunstâncias que nos rodeiam, são consequência das escolhas que fazemos e que se queremos mudar as circunstâncias, temos que nos mudar a nós próprios, mudar a perspectiva pela qual olhamos para essa situação, e aprender que se há algo a mudar é porque há algo a aprender. Desta forma, todo o nosso dia torna-se um aprendizado constante. Ou não. Depende se estamos focados em aprender e

expandir, ou não! Se estivermos focados em aprender com todas as situações, quer as categorizemos como boas ou más, e percebermos/aprendermos como as sentimos cá dentro, entendendo a verdadeira utilidade das emoções que vamos identificando, vamos conseguir tomar as decisões e escolhas certas em direção ao nosso ser mais puro, em direção à versão mais verdadeira de nós mesmos.

Depois disto vem o como gerir o ajuste interno ao longo do percurso?! Como manter a nossa atitude interior sempre com clareza, objetividade e livre de influências das circunstâncias  e dos nossos próprios condicionamentos, emocionais, mentais, e todas as crenças que nos ensinaram…

Como manter o sol a brilhar no céu limpo, acima das carregadas nuvens que se possam aglomerar. Como permanecer imperturbável. Como manter a nossa vibração lá em cima, em alta vibração!

No próximo post vou aprofundar, este processo interno, de bem entender, processar, gerir as instabilidades internas. Já que as instabilidades externas já vimos como o fazer…

Até ao próximo post, ou não, com amor:

Diogo Tigre

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