2017-11-23

Pedro Passos Coelho. Do passado ao futuro.

Patrícia Pinto da Silva

O país precisa, com urgência, de um amplo programa de mudança que nos retire deste estado de descrença e de crise profunda em que vivemos. As reformas a empreender já não são uma opção; são uma necessidade imposta pela realidade. Terá de ser um programa de acção que rompa com o actual cenário de estagnação e de empobrecimento.

Pedro Passos Coelho previu, em 2010, no seu livro Mudar, aquele que viria a ser o seu papel como Primeiro-Ministro, a partir de 2011.

Iniciou o seu percurso político desde cedo.

Deu os primeiros passos pela Juventude Social Democrata, assumiu funções no poder autárquico e culminou como deputado na Assembleia da República. Até que, em 2010, depois de uma derrota, teve um resultado histórico nas eleições do Partido Social Democrata.

Um percurso político valioso, devidamente preparado e que conduziu a uma vitória nas eleições legislativas tornado-se, assim, Primeiro-Ministro, no ano de 2011.

Chegado ao Governo, Passos Coelho deparou-se com um País em crise. A partir daí foram três anos de profunda austeridade.

Terá sido o percurso prudente que teve, que o levou a agir com firmeza perante a adversidade.

Volvidos três anos, em 2014, o País começava a dar os primeiros sinais de confiança, ténue, mas capaz de progredir.

Convicto de que poderia consumar essa progressão, Passos Coelho recandidatou-se às legislativas de 2015.

Ganhou a eleição mas, mais uma vez, as suas palavras previam o que estaria para acontecer. Seria estranho que quem ganhasse as eleições não pudesse governar. Não governou. Não o permitiram. A geringonça despontou.

Firme, Passos acatou. Se bem que a personalidade forte e marcada não o deixaria resignar-se. Como não se resignou.

Continuou a debater-se para que o Estado servisse os cidadãos.

Entretanto, chegou o dia em que muitos, companheiros ou não, admitiram o fim político do social-democrata, mas o homem demonstrou a sua responsabilidade.

Num discurso refletido assumiu que “ficar seria oferecer com facilidade a caricatura de que estamos agarrados ao poder interno”. E, Passos Coelho já demonstrou que, mais do que o poder interno o que o move é o poder nacional.

O que inspira Passos Coelho é a capacidade de liderar e conduzir o País por caminhos auspiciosos. Quer queiramos, quer não, é um político singular, aguerrido.

Para Pedro Passos Coelho mais importante que o seu partido são as pessoas. Esse é o maior atributo de um político.

Patrícia Pinto da Silva.
Advogada na Montalvão Machado e Associados.

Sobre Patrícia Pinto da Silva 16 artigos

Advogada na Montalvão Machado e Associados.

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